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Atirador de Washington "traumatizado pelo 11 de setembro"

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Atirador de Washington "traumatizado pelo 11 de setembro"

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O responsável da marinha norte-americana anunciou que vai rever os planos de segurança das instalações oficiais após o tiroteio que vitimou ontem 13 pessoas em Washigton, entre os quais o atirador de 34 anos.

O anúncio de Ray Mabus surge num momento em que estava já a decorrer uma inspeção aos sistemas de segurança no complexo de Washington que conta com detetores de metais e controlos de identidade.

A nova inspeção, ordenada pelas autoridades, vai também debruçar-se sobre o historial do pessoal contratado.

O atirador, Aaron Alexis, um antigo fuzileiro expulso da marinha por incidentes com armas de fogo e com pelo menos com 8 detenções no cadastro, tinha sido contratado para prestar assistência informática no edifício, na semana passada.

Um colega de Aaron afirma: “Ele nunca mostrou sinais de comportamento agressivo ou perturbado, não sei, talvez estivesse deprimido, por causa do trabalho ou por outra razão qualquer”.

As motivações do atacante são ainda desconhecidas, mas as autoridades descartam para já ligações a grupos terroristas.

Entrevistado pela imprensa norte-americana, o pai de Aaron afirma que o filho sofria de stress pós-traumático depois de ter sido uma das primeiras pessoas a prestar assistência às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque.

Algumas fontes médicas afirmam que o suspeito sofria de perturbações psicológicas. Desde a sua expulsão do corpo de fuzileiros que Aaron criticava a marinha de guerra, queixando-se de discriminação, segundo relatam alguns jornais norte-americanos.

O facto do suspeito ter uma licença de porte de arma, mesmo sofrendo de perturbações psicológicas e após várias detenções, ameaça igualmente reabrir o debate do início do ano nos Estados Unidos.

O incidente ocorre depois de Barack Obama ter anunciado o reforço do controlo sobre as licenças, nomeadamente com exames psicológicos e supervisão exaustiva de antecedentes criminais.