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Merkel distancia-se dos liberais democratas a 5 dias das eleições alemãs

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Merkel distancia-se dos liberais democratas a 5 dias das eleições alemãs

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Angela Merkel apela ao voto útil, a cinco dias das eleições e num momento em que os seus atuais parceiros de coligação arriscam-se a ficar fora do próximo parlamento.

Num comício em Potsdam, a Chanceler alemã pediu aos eleitores que utilizem os seus dois votos – por um partido e por um candidato – para votar na CDU.

“E com o vosso segundo voto, mesmo que eu não esteja nesse boletim, vão permitir que continue a ser Chanceler. Senhores e senhoras dêem os dois votos à CDU pois o resultado da eleição ameaça ser bastante cerrado”.

Um apelo que surge num momento em que os cristãos democratas (CDU) contabilizam 39% de intenções de voto nas últimas sondagens e que os atuais parceiros de coligação, os liberais democratas (FDP), esperam contar com o segundo boletim de voto para evitar um resultado de 5%, o limite mínimo para poderem aceder ao parlamento.

À esquerda, os sociais democratas de Peer Steinbruck (SPD), que não descolam dos 25% de intenções de voto, afirmaram que vão fazer campanha até à abertura das assembleias de voto, no domingo.

Uma forma de tentar evitar o inevitável – a provável coligação com o partido de Merkel – quando os verdes, a 9% nas sondagens e principais aliados do SPD são abalados por um escândalo que se pode revelar fatal para o partido.

Juerguen Trittin, um dos dois cabeças de lista dos ecologistas, foi obrigado ontem a pedir desculpas depois da revelação, na imprensa, de que teria apoiado a discriminalização do sexo, consentido, com menores, no início dos anos 80.

Uma revelação que atinge igualmente outros membros de partidos de direita, mas que se arrisca a afundar ainda mais a formação ecologista que, depois do acidente nucelar de Fukushima, em 2011, contava com um apoio de 23% no país.