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Iraque vive escalada de violência

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Iraque vive escalada de violência

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Bagdad acordou esta quarta-feira ainda sob o choque da onda de atentados da véspera. A situação, no Iraque, continua a degenerar e faz lembrar os piores tempos do conflito entre sunitas e xiitas, entre 2006 e 2007.

Esta terça-feira, pelo menos 43 pessoas morreram e mais de uma centena ficaram feridas, a maioria em Bagdad.

Seis carros armadilhados explodiram na capital iraquiana. Mossul, no norte, e Falluja, ao sul, foram também vítimas dos ataques.

Um habitante de Bagdad, cujo tio foi morto nos atentados, aponta o dedo ao governo: “Que culpa têm estas pessoas? Que culpa temos nós, nós os pobres inocentes que somos apanhados no meio disto? Vocês, os políticos, estão a lutar por cargos, mas o que foi que nós fizemos para merecer carros armadilhados? Como é que este carro chegou até aqui? Foram vocês que o deixaram passar nos pontos de controlo.”

Os ataques não foram reivindicados mas este tipo de atentados é, geralmente, atribuído a grupos ligados à Al-Qaeda, muitos deles de extremistas sunitas, que se estimam maltratados pela maioria xiita atualmente no poder.