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Obama espera que tiroteio de Washington faça "ricochete" no congresso

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Obama espera que tiroteio de Washington faça "ricochete" no congresso

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O tiroteio de segunda-feira em Washington reabre o debate sobre o porte de arma nos Estados Unidos, cinco meses depois do chumbo de uma proposta para reforçar os controlos sobre a venda de armamento.

O presidente Barack Obama pediu ontem ao congresso para que volte a debruçar-se sobre o tema. Um apelo que coincide com uma manifestação, hoje em Washington, dos familiares das vítimas do tiroteio da escola de Newtown que provocou 26 mortos há nove meses.

Obama lembrou que, “o facto de não termos ainda um sistema efetivo para controlar os antecedentes criminais e psicológicos é algo que nos torna mais vulneráveis a este tipo de tiroteiros. O congresso vai ter de agir. Nós preparámos um dispositivo legal, que propus depois do massacre de Newtown. Por isso tomei as medidas que estão ao meu alcance. A próxima fase cabe agora ao congresso para que avance e aja sobre este tema”.

O congresso cumpriu ontem um minuto de silêncio em memória das 12 vítimas do tiroteio.

Mas dois dias depois do incidente, a poucos metros do capitólio, republicanos e democratas não parecem dispostos a retomar a proposta chumbada em Abril face a uma agenda legislativa sobrecarregada.

O tiroteio volta, no entanto, a mostrar que um indíviduo com problemas psicológicos e pelo menos 8 detenções no cadastro por incidentes com armas de fogo, pôde comprar uma arma, sem qualquer problema, dias antes de utilizá-la contra dezenas de pessoas em Washington.