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Retrospetiva de Braque em Paris

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Retrospetiva de Braque em Paris

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O Grand Palais em Paris inaugura uma retrospetiva da obra de Georges Braque, para assinalar os cinquenta anos da morte do artista francês.

As obras em exposição provêm de 23 países.

No total, o público vai poder contemplar 260 objetos de arte.

A exposição está organizada de forma cronológica e começa no período fauvista em 1906.

“É uma introdução fantastática à criação de Braque porque ele vai tornar-se um grande pintor de paisagens, um grande colorista. São quadros que exploram as cores que não têm nada a ver com as cores naturais e é aí que vemos como foi inventivo” disse a comissária da exposição, Brigitte Léal.

Em 1907, Braque encontra Picasso e nasce o cubismo.

“Nas suas memórias, Braque disse que ele e Picasso partilharam uma aventura comum. Éramos como uma corda de alpinista, ou seja os avanços de cada um eram apoiados pelo outro. Eles disseram ao negociante de arte que não queriam a assinar os quadros para que não fosse possível identificar quem os tinha feito”, acrescentou a comissária.

Com a primeira guerra mundial, os dois artistas separam-se. Braque prossegue o trabalho de pesquisa e invenção.

O artista francês é um dos percursores do uso de colagens e aplica pedaços de papel e jornal nos quadros. Um trabalho centrado na matéria e que passa pelo uso de terra nas telas.

Um bom exemplo da técnica desenvolvida por Braque encontra-se na série “Os pássaros”, pintada nos últimos anos da sua vida.

A exposição pode ser visitada no Grand Palais em Paris até 6 de Janeiro.