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Grécia ainda em estado de choque com crime neonazi

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Grécia ainda em estado de choque com crime neonazi

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A Grécia continua, esta quinta-feira, em estado de choque, depois da morte, na noite de terça para quarta-feira de um cantor antifascista às mãos de um simpatizante neonazi.

O funeral do “rapper” decorreu esta manhã, numa cerimónia discreta e privada, a pedido da família.

O presumível assassino do músico foi detido e admitiu o crime; trata-se de um admirador do partido de extrema-direita, Aurora Dourada.

Um partido que a maioria dos gregos não vê com bons olhos. Um transeunte em Keratsini, nos arredores de Atenas, onde o jovem foi assassinado, diz: “O facto de a Aurora Dourada ter atingido a popularidade que atingiu devia levar os políticos que estão no poder há décadas a refletirem. Se tivessem tido mais cuidado, este fenómeno nunca teria ganho esta importância e nunca teríamos tido este resultado.”

Uma senhora lamenta a perda de vidas: “Estas coisas são muito tristes, venham de onde vierem. Uma morte será sempre uma morte, especialmente quando é de um jovem.”

A morte de Pavlos Fyssas, de 34 anos, conhecido sob o nome artístico de Killah P, fez as manchetes dos jornais gregos. O caráter neonazi do crime é sublinhado pela maior parte dos títulos.

O primeiro-ministro, Antonis Samaras, já fez saber que a Grécia não tolerará que os “nazis minem a democracia.”