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Alemanha: O milagre económico

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Alemanha: O milagre económico

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Duas décadas e meia após a reunificação, a Alemanha não hesita em destacar o seu sucesso económico. O país tornou-se no motor da zona euro, escapou quase ileso a crise económica mundial e volta a dar sinais de forte retoma.

Otimistas em relação ao futuro e com a inflação controlada, os alemães consomem, impulsionando a produção e a confiança dos empresários. Mas o milagre não é apenas o resultado de fatores internos.

Economista chefe do banco suíço Julius Baer, David Kohl explica: “A procura por produtos alemães, sobretudo nos países emergentes, tem sido elevada e isso não tem qualquer relação com a política alemã. Temos uma base industrial, o que foi uma grande vantagem nos últimos anos”.

Uma década após a reforma do mercado laboral, a Alemanha tem a taxa de desemprego mais baixa da União Europeia: 5,4% contra uma média de 10,9 por cento. Em contrapartida, proliferam os baixos salários, os contratos temporários e o salário mínimo não existe.

Nos mercados, face a um país com as contas públicas quase em equilíbrio, o grande receio prende-se com a formação de uma coligação governamental que consiga fazer face aos desafios da Alemanha e da zona euro.

O corretor Oliver Roth defende: “Os mercados estão focados na estabilidade e segurança. Isso seria garantido com a reeleição de Angela Merkel. Se os socialistas tivessem uma hipótese de entrar no governo seria um cenário negativo”.

Esta é a primeira vez que os alemães renovam o Bundestag, a câmara baixa do parlamento, desde o início da crise do euro. A decisão eleitoral é seguida de perto pelo resto do Continente, tendo em conta que Berlim foi e é um pilar crucial na resposta dos europeus à crise.