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Jornalista descreve situação no Quénia

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Jornalista descreve situação no Quénia

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O jornalista Mike Pflanz descreveu à Euronews o ambiente que se vive em Nairobi no Quénia.

MP: “Neste momento, mantém-se o cerco ao centro comercial, ainda há dezenas, talvez até mesmo uma centena de pessoas escondidas em lojas, cafés e em bancos no interior do edifício. Vi unidades do exército queniano – uma das mais especializadas a entrar no centro comercial. Acredito que outras unidades possam juntar-se nesta operação na tentativa de deter os atacantes e que vai com certeza ser dificultada pelo fogo cruzado. Neste momento não se ouvem tiros, mas o ambiente é tenso. Há pessoas que ainda estão a ser libertadas, muitos dos feridos foram, entretanto, transportados para o hospital. “

Euronews: Acredita que, neste momento, estamos numa fase final da operação?

“É muito difícil de dizer. O facto de não termos ouvido tiros recentemente pode indicar que não há violência, independentemente do que possa estar a acontecer no interior. Mas pode também indicar que os homens foram encurralados e foi essa a informação que me foi dada por um oficial há pouco. A situação não é clara e a polícia ainda não controla o centro comercial. Estamos a falar de cinco andares. Na cave há também um parque de estacionamento. Diria que provavelmente existem 20 lojas em cada andar. Se olhar para o edifício a partir do átrio vai ver três andares só com lojas e varandas onde várias pessoas se podem ter escondido em segurança, tal como os atacantes. Não temos certeza do número de homens armados que entraram no centro comercial. Vai ser, por isso, difícil saber se todos foram presos e quando estarão reunidas as condições de segurança.
Ouvi diferentes testemunhos. Um que os atacantes pediram aos muçulmanos que se levantassem e abandonassem o local. Para provar que eram muçulmanos tinham de dizer o nome da mãe do profeta. Os que responderam corretamente foram libertados, os outros continuam em retidos no interior.”