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Al Shabab: o terror somali além-fronteiras

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Al Shabab: o terror somali além-fronteiras

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Al Shabab (Al-Shabbaab), que significa juventude em árabe, é um movimento integrista que surgiu depois da derrota da União dos Tribunais Islâmicos da Somália, há mais de seis anos. Tem como objetivo a instauração de um Estado islâmico regido pela sharia.
O seu nome está na lista das organizações terroristas do governo norte-americano. Desde 2008, controla boa parte do país.

Mas em 2011, as tropas governamentais, com a ajuda da União Africana e do Quénia obrigaram-nos a recuar. A seguir, o exército de Nairobi realizou várias incursões na fronteira e mesmo na Somália. Hoje os radicais islâmicos consideram-se vingados.

“O Al Shabab nunca gostou da presença de militares quenianos na Somália, quando eles chegaram, em 2011. O AL Shabab ameaçou, nessa altura, que lutaria contra o Quénia em território queniano”, explica um analista.

Atualmente o movimento é dirigido por Abu Zubeyr, aliás Ahmed Abdi Godan. O Al Shabab anunciou a adesão formal à Al Qaeda, em 2012. Segundo algumas fontes, deve ter entre sete a nove mil militantes.

Entre as ações mais relevantes assumidas pelo grupo, conta-se a morte de 76 pessoas, na capital ugandesa, Kampala, durante a final do Campeonato do Mundo de Futebol, em 2010.

O atentado contra uma base da União Africana, em 2009, que fez 11 mortos.

Em outubro de 2011, um outro atentado que custou a vida de mais 70 pessoas.
E abril passado, um raide contra um tribunal que causou mais 29 vítimas mortais.

Mas esta é apenas a segunda vez que estes terroristas atacam fora da Somália e é a primeira vez que operam deste modo. Segundo alguns sobreviventes do Mali, eles são muito jovens e sem piedade, imbuídos de um espírito de vingança.

Apesar de terem o mesmo objetivo, a nível interno, o movimento tem profundas fraturas opor causa das lutas entre clãs rivais: os nacionalistas querem tomar o poder na Somália, e os jihadistas mundiais que querem levar o combate além fronteiras.