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Assad: o "inimigo imaginário" dos EUA e França

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Assad: o "inimigo imaginário" dos EUA e França

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O regime sírio acusa os Estados Unidos e a França de estarem a querer combater “um inimigo imaginário”, afirmando “não estar preocupado” com uma resolução da ONU que preveja a possibilidade de um ataque contra o país.

As afirmações foram feitas por Bashar Al-Assad, numa entrevista ao canal público chinês CCTV, em que afirma que o principal obstáculo ao desarmamento do seu arsenal químico, continua a ser a atividade dos grupos “terroristas” no país.

“Não vejo qualquer problema para que consigamos cumprir o acordado, mas como disse estes terroristas que obedecem às ordens de alguns países poderiam impedir os inspetores da ONU de fazerem o seu trabalho para depois acusarem a Síria”, afirmou Assad.

As declarações coincidem com a oferta de Moscovo de enviar militares para proteger os inspetores no terreno. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou os países ocidentais de estarem a tentar utilizar o acordo para o desmantelamento de armas químicas como um pretexto para aprovar uma resolução da ONU que preveja o uso da força contra o regime sírio.

Se Damasco aceitou desmantelar o seu arsenal químico depois do ataque de Agosto passado na capital, já Assad sublinhou a “necessidade” de reforçar o seu armamento, para fazer face ao que chama de “ataques repetidos de Israel”.

Em paralelo aos esforços ocidentais para tentar convencer Rússia e China a apoiarem uma nova resolução da ONU, a oposição síria mostra-se pronta para retomar as negociações, em Genebra, sobre uma transição política no país, segundo fontes diplomáticas.