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Egito: Justiça interdita Irmandade Muçulmana

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Egito: Justiça interdita Irmandade Muçulmana

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A Irmandade Muçulmana, a força política que apoiava o ex-presidente egipcío Mohamed Morsi, foi banida do espectro político do país.

Um tribunal egipcio tomou esta manhã a decisão. A justiça interdita assim todas as atividades da organização e confisca ao mesmo tempo todos os seus fundos e bens.

O tribunal ordenou ao governo o congelamento de todos os capitais da Irmandade.

Este é um passo decisivo na cisão da tensa sociedade egipcía e no retorno dos militares ao poder.

Ao mesmo tempo, a assembleia constituinte trabalha num projeto de emenda da constituição que poderá passar, segundo o porta-voz do comité constitucional, pela refundação integral da lei fundamental do Egito.

“A emenda poderá ser parcial ou total. Digo-vos que a perspetiva geral dentro do comité é para uma mudança total da constituição”, afirmou Mohamed Salmawy.

Tudo está de novo em causa no Egito após dois anos e meio de revolução e da perda de milhares de vidas.

A violência continua diariamente. As forças da ordem são sistematicamente alvo de ataques. Em Kerdasa, nos arredores do Cairo, a esquadra da polícia está fortemente guardada depois de uma ataque no mês passado que matou 11 polícias.

As autoridades nao hesitam em afirmar que travam uma guerra contra os militantes islamitas. A Iramandade Muçulmana, que levou Morsi ao poder há um ano, é considerada um inimigo do Estado.