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Pesadelo continua em Nairobi

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Pesadelo continua em Nairobi

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Há mais de 48 horas que um grupo radical islâmico “tomou de assalto” um luxuoso centro comercial, em Nairobi, no Quénia, propriedade de uma empresa israelita. Há 62 mortos confirmados, entre eles um sobrinho do Chefe de Estado queniano e a sua noiva.

A ONU anunciou também a morte de um médico peruano ao serviço da Unicef e o Governo do Gana a de um dos seus principais poetas e diplomatas, Kofi Awoonor, que estava em Nairobi para participar num festival literário.

O Presidente queniano já prometeu “punir severamente” os culpados apelidando de “ignóbeis e animalescos” os atos perpetrados pelo grupo Shabab.

Não é certo o número de pessoas que se encontrava neste centro comercial mas sabe-se que eram muitas e de diferentes nacionalidades, entre elas americana e britânica. Haverá, também, cerca de 175 pessoas hospitalizadas.

O Ministro do Interior queniano garante que as forças policiais têm pleno controlo sobre a situação e que a evacuação da maioria dos reféns, cerca de 1000 pessoas, já foi feita.

Ao longo do dia têm-se ouvido fortes explosões e tiroteios vindos do edifício onde permanece barricado um comando islamita composto por 10 a 15 pessoas, segundo as autoridades locais. Três dos membros deste grupo terão sido já abatidos pela polícia.

No centro desta ação armada, reivindicada pelo grupo Al-Shabab, estará a intervenção do Quénia na Somália. Al-Shabab, que se aliou à Al-Qaeda em fevereiro de 2012, tem concretizado ataques contra o Quénia desde 2011, quando as tropas quenianas entraram no sul da Somália.

Em 1998 a Al-Qaeda matou mais de 200 pessoas na explosão de um camião armadilhado junto à embaixada americana em Nairobi. Em 2002, terroristas islâmicos atacaram o hotel Indian Ocean, propriedade de israelitas.

O Quénia é o centro da diplomacia africana, em Nairobi fica a sede africana das Nações Unidas e de outras organizações e, talvez por isso, o país não tem sido poupado ao terrorismo.