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Polícia queniana controla Wesgate mall

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Polícia queniana controla Wesgate mall

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Há mais de 50 horas que um grupo radical islâmico “tomou de assalto” um luxuoso centro comercial, em Nairobi, no Quénia, propriedade de uma empresa israelita. Há 62 mortos confirmados, entre eles um sobrinho do Chefe de Estado queniano e a sua noiva, um médico peruano que estava ao serviço da Unicef e um dos principais poetas e diplomatas do Gana, Kofi Awoonor.

Ao longo do dia foram-se ouvindo fortes explosões e tiroteios vindos do edifício onde permanecem barricados elementos do grupo Shabab, que reivindicou o ataque.

Segundo as últimas informações, publicadas nas redes sociais, pelas autoridades quenianas, a polícia tem todos os pisos do centro comercial sob controlo. O novo balanço mantém o número de mortos em sessenta e dois, mas aumenta para três o número de terroristas abatidos havendo, segundo a mesma fonte, um número indeterminado de elementos do Al-Shabab feridos. Nesta operação terão sido também feridos onze militares e resgatados 200 civis, sessenta e cinco dos quais estão hospitalizados.

Não é certo o número de pessoas que se encontrava neste centro comercial mas sabe-se que eram muitas e de diferentes nacionalidades, entre elas americana e britânica.

No centro desta ação armada, reivindicada pelo grupo Al-Shabab, estará a intervenção do Quénia na Somália. Al-Shabab, que se aliou à Al-Qaeda em fevereiro de 2012, tem concretizado ataques contra o Quénia desde 2011, quando as tropas quenianas entraram no sul da Somália.

O Quénia é o centro da diplomacia africana, em Nairobi fica a sede africana das Nações Unidas e de outras organizações e, talvez por isso, o país não tem sido poupado ao terrorismo.