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Pussy Riot em greve de fome contra condições inumanas de detenção

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Pussy Riot em greve de fome contra condições inumanas de detenção

Pussy Riot em greve de fome contra condições inumanas de detenção
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As Pussy Riot voltam a revoltar-se, desta vez com uma greve de fome para protestar contra as condições inumanas de detenção num campo de trabalho.

Uma das cantoras do grupo russo, Nadeyhda Tolokonnikova, iniciou esta segunda-feira uma greve de fome no campo de correção da Mordovia, onde cumpre uma pena de dois anos de prisão por “vandalismo”.

Tolokonnikova afirma que só voltará a alimentar-se “quando as autoridades penitenciárias pararem de tratar as mulheres prisioneiras como gado”, denunciando o trabalho escravo e os horários intermináveis a que são submetidos os presidiários.

Numa carta enviada a vários meios de comunicação social, a cantora relata o seu dia a dia num ateliê de costura, dentro da prisão, com horários de 17 horas consecutivos e com apenas quatro horas de descanso.

O marido explica que, “antes de chegar a este ponto, a Nadia tentou mudar a situação a nível interno, no interior da prisão. Mas percebeu que era impossível e em troca dos seus esforços só recebeu uma ameaça de morte por parte da direção da prisão”.

Duas cantoras do grupo permanecem detidas depois de terem sido condenadas por terem invadido a catedral de Moscovo, num “protesto performance” contra a união sagrada entre Vladimir Putin e a igreja ortodoxa russa.

A outra cantora detida tinha interrompido uma greve de fome em maio depois da prisão aceder à suas exigências.