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Quénia: exército lança "assalto final" para pôr fim a sequestro num centro comercial de Nairobi

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Quénia: exército lança "assalto final" para pôr fim a sequestro num centro comercial de Nairobi

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O exército do Quénia, apoiado por militares israelitas e agentes do FBI norte-americano lançou, esta noite, uma nova operação para pôr fim ao sequestro de mais de uma dezena de pessoas, num centro comercial de Nairobi.

Trata-se do segundo assalto dos militares, desde sábado, quando um grupo islamita ocupou a instalação, disparando tiros e lançando granadas contra dezenas de clientes do centro comercial “Westgate”.

O número de vítimas ascende agora a 68 mortos, depois da descoberta de mais nove cadáveres de clientes, vitimados por um grupo armado formado por cerca de 15 combatentes.

O movimento Shebab da Somália, próximo da Al-Qaeda, reivindicou o ataque como uma represália contra a participação do exército queniano nos combates contra o grupo islamita em território somali.

Entre as vítimas mortais encontram-se vários cidadãos estrangeiros, entre os quais 4 norte-americanos, dois franceses, três britânicos e um holandês.

Mais de mil pessoas foram resgatadas já do edifício desde o ataque de sábado. As autoridades do Quénia afirmam querer pôr fim ao sequestro até segunda-feira, quando o grupo armado continua a reter cerca de dez reféns.

Trata-se do atentado mais mortífero do país desde a ação bombista-suicida contra a embaixada norte-americana em Nairobi, em 1998.
Um atentado reivindicado pela Al-Qaeda e que provocou mais de 200 mortos.

Desde há vários anos que o centro comercial “Westgate”, frequentado na sua maioria por estrangeiros que vivem em Nairobi, tinha sido classificado, por várias empresas de segurança, como um possível alvo de um atentado islamita.