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Quénia: O assalto final

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Quénia: O assalto final

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Entrou na fase final o assalto ao centro comercial Westgate na capital do Quénia, tomado por rebeldes islamitas somalis “al-shabab” no sábado.

Desde a madrugada registaram-se explosões e mais tiroteios e há fumo negro que sai do edifício.

O chefe da polícia garante que se aproximam pouco a pouco dos atacantes e o ministro do Interior avança que quase todos os reféns estão a salvo.

Ao mesmo tempo, o país mobilizou militares para portos e aeroportos.

As forças militares quenianas são, segundo os rumores, apoiadas pelos serviços israelitas e norte-americanos.

Já o primeiro-ministro encortou a visista a Balmoral, na Escócia, para uma reunião de emergência. Londres está pronta a apoiar as autoridades quenianas.

A Cruz Vermelha queniana fala de 69 mortos, 63 desaparecidos e 175 feridos. Mas o Ministério do Interior evoca apenas 59 mortos.

O jornal queniano “The Standard” afirmou esta manhã, após ter tido acesso às imagens das câmaras de vigilância, que no assalto participaram uma dúzia de rebeldes. Entraram pela porta principal e pelo parque de estacionamento, munidos de granadas, pistolas e metralhadoras.

“The Standard” adianta ainda que os islamitas “forçaram as pessoas que se encontravam no edifício a proferir o início da Shahada, a profissão de fé dos muçulmanos”. Quem era incapaz era de imediato abatido.

Os islamitas dizem agir em retaliação pela intervenção militar do Quénia na vizinha Somália, em curso desde finais de 2011.

Face aos acontecimentos, o Tribunal Penal Internacional, em Haia, autorizou o vice-presidente queniano, William Ruto, a ausentar-se uma semana do seu processo para regressar ao Quénia para gerir a crise, que os seus advogados qualificaram de “11 de setembro queniano”.

Trata-se do ataque mais mortífero desde o ataque suicida da Al-Qaeda, em agosto de 1998, contra a embaixada norte-americana em Nairobi.