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Rússia declara "guerra" comercial à Ucrânia por causa da União Europeia

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Rússia declara "guerra" comercial à Ucrânia por causa da União Europeia

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A Rússia sobe o tom face à perspetiva de assinatura do acordo de associação entre a Ucrânia e a União Europeia. O primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, avisou Kiev de que perderá todos os privilégios das relações comerciais com Moscovo se assinar o acordo.

O conselheiro de Vladimir Putin, Sergey Glaziev, deixou muito claras as intenções do Kremlin:

“No caso de a Ucrânia assinar o acordo com a União Europeia, as barreiras comerciais com a Rússia serão muito maiores. As indústrias ucranianas vão perder os mercados russo, bielorruso e cazaque. A cooperação industrial também vai ser submetida a uma pressão muito forte. Será o fim da cooperação de muitos setores de atividade”.

O Primeiro-ministro ucraniano responde a esta ameaça com firmeza. “Nós já estamos a aguentar a pressão e não tememos nada. Obviamente trabalhamos com diferentes opções na forma como a situação pode evoluir e esperamos ter o apoio da União Europeia”, afirma Mykola Azarov.

O Parlamento Europeu tem apelado à Rússia para que ponha fim às “pressões inaceitáveis”.

A associação, que compreende um importante pacote de acordos comerciais e deverá ser assinada em Novembro, em Vilnius, a capital da Lituânia, é vista como o primeiro passo no caminha da Ucrânia para a União Europeia.

A Europa exige a Kiev o respeito pelos direitos humanos e a revisão da situação da opositora política Iúlia Timoshenko.

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