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Zona Euro não cede à "merkelmania"

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Zona Euro não cede à "merkelmania"

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Com a vitória, Angela Merkel vê reforçada a imagem de senhora toda poderosa da Europa. Um sinal visto com apreensão pela Grécia, quando tudo indica que o país vai precisar de mais dez mil milhões de euros de ajuda.

Em Atenas não se esperam mudanças. Um jornal helénico que anunciou mesmo, de forma irónica, o “Triunfo da rainha da austeridade”.

O analista Theodore Krintas defende: “Penso que para a Grécia, em certa medida, significa que temos de seguir o mesmo programa como até agora. Na minha opinião para a Grécia pouco importava quem ganhava. Agora que a chanceler Merkel teve este tipo de vitória, parece que vamos ter de estar muito focados no nosso projeto, no nosso programa”.

Portugal é segundo o Wall Street Journal o principal problema de Merkel no futuro. E há quem estime que a determinação da chanceler alemã a favor da austeridade será ainda maior devido à estabilidade interna.

Uma lisboeta não vê razões para festejar a vitória da chanceler: “Eu preferia que ela não tivesse ganho ou que que tivesse ganho com um valor inferior de maneira a que o segundo partido tivesse qualquer coisa a dizer. Porque, tal como dizem que o Obama acha que é o dono do Mundo, eu acho que a Merkel pensa que é a dona da Europa”.

Em França, espera-se que o novo mandato de Angela Merkel permita reforçar o eixo franco-alermão, debilitado desde a chegada ao poder de François Hollande, por forma a avançar com projetos europeus como a união bancária.

Mas, no final, ao contrário da Alemanha, na zona euro não se vive a “merkelmania”.