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Nairóbi: Ataque do Centro Centro Westgate termina com 67 mortos

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Nairóbi: Ataque do Centro Centro Westgate termina com 67 mortos

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Terminou o cerco do Centro Comercial Westgate, de Nairobi. O anúncio oficial foi feito pelo presidente queniano, Uhuru Kenyatta.

Foram quatro dias de cerco ao imponente centro comercial da capital queniana, tomado de assalto, no sábado, por um comando islamita somali da Al-Shabab.

Os terroristas foram “vencidos e humilhados”, afirmou o presidente queniano, que detalhou o balanço das vítimas. “O confronto com os terroristas no Centro Comercial Westgate fez 204 vítimas, entre mortos e feridos. É com tristeza que informamos que 61 civis perderam a vida no ataque e 6 membros das forças de segurança fizeram o sacrifício supremo para derrotarem os criminosos. Três pisos do Centro Comercial ruíram e há ainda vários corpos nos destroços, incluindo de terroristas”, explicou Kenyatta.

As imagens de um videasta amador mostram o estado em que ficou o edifício do Centro Comercial Westgate, outrora frequentado pela classe alta e por estrangeiros expatriados no país.

Foi no sábado que um grupo terrorista de entre 10 a 15 pessoas tomou de assalto o edifício, com granadas e armas automáticas. Cerca de um milhar de pessoas ficou refém do comando islamita somali da Al-Shabab, próximo da AL-Qaeda. Ao terceiro dia, as autoridades do Quénia anunciavam ter conseguido socorrer todos os reféns, embora na terça-feira de manhã, os terroristas afirmassem, nas redes sociais, deterem ainda reféns em vida no interior do edifício.

Três dias de luto nacional foram decretados, no país, a contar de quarta-feira. Isto enquanto os peritos em medicina legal examinam os corpos já recuperados para estabelecer as nacionalidades dos terroristas. O presidente não pôde confirmar se havia americanos ou britânicos entre os mujahidines, como chegou a ser avançado.

O Quénia está em estado de choque, com o atentado, justificado pelos terroristas da Al-Shabab como uma “represália pela implicação do exército queniano na Somália”. Antes do anúncio oficial do final do cerco, os terroristas fizeram uma nova ameaça: “o Quénia será alvo de novos ataques se não retirar as tropas da Somália”.