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NATO/Rússia testam resposta a ataques terroristas com aviões civis

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NATO/Rússia testam resposta a ataques terroristas com aviões civis

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Evitar ataques terroristas com aviões civis ganhou maior relevância desde os levados a cabo pela al-Qaeda, a 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Desde 2006, a NATO e a Rússia passaram a fazer exercícios conjuntos no âmbito da Iniciativa de Cooperação no Espaço Aéreo.

“Os caças da NATO e da Rússia intercetaram o avião que, de acordo com o cenário deste exercício conjunto, foi sequestrado por terroristas. O seu curso foi, por isso, desviado de modo a ficar longe das cidades”, referiu o correspondente da euronews, Andrei Beketov, que participou num simulacro, nos céus da Polónia.

Denominado “Vigilância dos Céus”, o exercício deste ano envolve o espaço aéreo da Polónia, Rússia, Noruega, Ucrânia e Turquia.

O controlo do alegado avião desviado pelos terroristas passa, assim, por vários intervenientes.

“Os caças mantiveram-se numa formação alinhada. Três F16 polacos do lado esquerdo, atrás do avião, num primeiro momento e, depois, passaram a ser os caças russos a fazerem a mesma operação do lado direito”, explicou o capitão Michal Zychowicz.

Na sala de controle acompanharam-se as manobras em detalhe, com as chefias militares na coordenação.

Mas numa real situação de crise, as decisões passam para outro nível, diz o brigadeiro general Hakan Evrim: “A NATO é responsável por este tipo de missões de treino que decorrem em tempos de paz. Mas se houver um incidente real, a decisão de utilizar armas é imediatamente delegada nos governos dos países”.

A Iniciativa de Cooperação no Espaço Aéreo tem quatro unidades nos países da NATO e quatro na Fedração Russa, com centro de coordenação em Moscovo e Varsóvia.