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Egito: Caça à Irmandade Muçulmana

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Egito: Caça à Irmandade Muçulmana

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No Egito, não há tréguas na luta contra a Irmandade Muçulmana. Um tribunal proibiu todas as atividades do grupo islâmico que apoia o presidente deposto Mohamed Mursi e congelou todos os seus bens.

“Esta sentença foi proferida dentro da lei, tendo em consideração o que ouvimos e vimos no cenário político, esta é uma decisão jurídica e não política ou de tendência partidária”, explica Asharaf Mohammed, perito em legislação.

Desde que Mursi foi afastado do poder, pelos militares, cerca de um milhar de membros da Irmandade foram presos, outros morreram em confrontos. Há quem considere que a Irmandade Muçulmana está em declínio:

“Eles foram afastados pelas próprias pessoas, não se consegue lidar com eles. Eu estou triste porque não queria que as coisas chegassem a este ponto, mas deriva tudo do seu próprio fracasso”, afirma um egípcio.

No sentido do cumprimento da decisão judicial, as forças de segurança egípcias encerraram as instalações do jornal da principal força da oposição no Egito e toda a documentação foi confiscada.

A questão que permanece para os egípcios é saber como alcançar a reconciliação nacional depois de removerem a Irmandade Muçulmana da cena política. O grupo foi uma grande força política durante décadas.