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Quénia: População somali de Nairobi teme retaliações

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Quénia: População somali de Nairobi teme retaliações

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No bairro de “Little Mogadíscio”, em Nairobi, o receio de retaliação sobre a população somali, por causa do ataque no Wastegate, é enorme.

Os somalis temem vir a ser alvo de algum tipo de ataque por parte dos quenianos, embora refiram que, até agora, não sentiram qualquer tipo de pressão.

“Desde que isto aconteceu não vimos os polícias a assediar os jovens e não vimos ninguém a ser incomodado. As pessoas estão a viver normalmente, mas não escondem os receios. À noite recolhem-se cedo, entre as 10 e as 11 as ruas estão vazias. Não é como antes, há tensão e as pessoas têm receio da polícia”, afirma um residente.

Mas para o embaixador da Somália no Quénia, Mohamed Ali Nur, os receios são infundados porque não está em causa o povo somali.

“Isto não é uma questão somali, como dizem alguns grupos de media. Trata-se de um grupo terrorista que matou muito quenianos e pessoas de outras nacionalidades, incluindo somalis”.

O último balanço das vítimas é de mais de 70 mortos, 61 desaparecidos e cerca de 240 feridos.

As buscas prosseguem nos escombros do edifício do centro comercial. Os quenianos cumprem o terceiro dia de luto nacional, com cerimónias religiosas coletivas em memórias das vítimas.

Indiferentes à emoção de todo o país, os insurgentes somalis do shabab deixam novas ameaças numa conta twitter.