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Aparente abertura ao ocidente divide Irão

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Aparente abertura ao ocidente divide Irão

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Enquanto o mundo celebra o aliviar das tensões entre Washington e Teerão, no Irão as opiniões divergem. Uns apoiam a abertura do presidente Hassan Rohani, outros acusam-no de ceder ao imperialismo internacional.

Para os que se congratulam com o telefonema entre Barack Obama e o líder iraniano, é o renascer da esperança em relação ao fim das sanções que pesam sobre o regime, como evidencia este iraniano: “É preciso esperar mas o telefonema foi um bom início e era necessário. Deveria ter sido mais do que um telefonema…”

Os radicais islâmicos não aprovam esta abertura do novo presidente iraniano em relação ao ocidente. O analista político, Amir Mohebbian, avisa que “Alguns radicais, no Irão, começaram a reagir de modo negativo. O poder deles depende de como os Estados Unidos se vão comportar. Quanto mais exigências os americanos fizerem, quanto mais as questões se vão tornando difíceis de resolver, mais fortes se vão tornando as vozes dos radicais no Irão. Eles vão pressionar o governo,” conclui.

Ao regressar ao país na sexta-feira, depois das reuniões nas Nações Unidas, Rohani tinha à sua espera apoiantes que o receberam com um herói, mas houve também quem protestasse.

Os conservadores islâmicos não olham com bons olhos a aparente abertura do presidente em relação ao ocidente.

“Sabemos que os Estados Unidos nunca se preocuparam connosco. Como o nosso Líder Supremo já repetiu, várias vezes: ‘já resistimos ao imperialismo internacional, durante 34 anos, então temos de continuar a resistir’ “, diz um iraniano.

Durante o telefonema e de acordo com o governo de Teerão, Obama e Rohani falaram sobre uma rápida solução para a questão nuclear e começaram a preparar o terreno para a resolução de outras questões que dividem os dois países.