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Crise em Itália após a demissão de ministros "de Berlusconi"

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Crise em Itália após a demissão de ministros "de Berlusconi"

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Os cinco ministros do Partido Povo da Liberdade, de Silvio Berlusconi, demitiram-se este sábado, abrindo a porta a mais uma crise política em Itália.

O vice primeiro-ministro e líder do PDL, Angelino Alfano, justifica a demissão dos ministros afirmando que a votação de uma moção de confiança ao governo, proposta pelo primeiro-ministro, era interpretada como ultimato, sendo por isso “inadmissível e inaceitável”.

Enrico Letta ameaçou, na sexta-feira, acabar com a “experiência de governo” caso os governantes do PDL continuassem a inviabilizar uma série de medidas, propostas pelo primeiro-ministro, com o objetivo de cumprir as metas para o défice orçamental, estabelecidas por Bruxelas.

O líder dos democratas critica a ação do Partido Povo da Liberdade e acusa-os de deturpar a realidade.

“Se anunciam que os vossos ministros se demitem então anunciam que governo não prossegue e então queixam-se que o governo não faz as coisas que estavam inscritas no mesmo programa que vocês derrubam com o vosso comportamento? Há aqui uma deturpação da realidade. Se querem que o governo faça essas coisas, então apoiem-no!”, exclama Guglielmo Epifani.

O movimento “5 estrelas” de Beppe Grillo, já se manifestou, pela voz de Riccardo Nuti, e pede novas eleições legislativas: “Se há algo a fazer para o bem do país é ir, de imediato, às urnas ao invés de falar de um novo governo de Letta, ou alianças com essas pessoas.”

Está instalada a crise política em Itália. No centro da polémica a intenção de votar, a destituição de Silvio Berlusconi do lugar de Senador. O antigo primeiro-ministro italiano ficou inibido de exercer cargos públicos, durante cinco anos, após ter sido condenado, em tribunal, por fraude fiscal.