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Áustria: "Bloco central" perde mas sobrevive

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Áustria: "Bloco central" perde mas sobrevive

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Como esperado, o “bloco central” que domina a política austríaca desde a Segunda Guerra Mundial viu a sua votação baixar mas encaminha-se para nova maioria absoluta. “Coligação perde mas sobrevive”, escreve um jornal esta madrugada. Os socialistas do SPÖ foram os mais votados e apesar da coligação ter obtido o pior resultado em mais de 60 anos, caindo em conjunto mais de quatro por cento, o chanceler Werner Faymann tem todas as condições para renovar o governo com os conservadores e garantiu que “o que era verdade antes das eleições, continua a ser verdade” e que será possível “construir um governo ser o FPÖ”, o partido de extrema-direita.

Os conservadores do ÖVP, o Partido do Povo, também pagaram nas urnas o preço de um mandato marcado por escândalos de corrupção e lutas internas que impediram a realização das reformas previstas, nomeadamente do sistema de pensões de reforma e da educação.

O grande vencedor das legislativas foi Heinz-Christian Strache, o líder do anti-União Europeia e anti-imigração FPÖ, que viu o partido de extrema-direita ultrapassar os 20% e ficar praticamente colado aos conservadores.

Outro dos vencedores da noite foi o NEOS, um partido liberal criado no ano passado que conseguiu entrar no parlamento atraindo o voto jovem com promessas de mais Europa e de pensões mais baixas. Ao parlamento chega também o eurocético magnata austro-canadiano Frank Stronach que impediu um resultado ainda melhor da extrema-direita.