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Autárquicas: PSD paga o 'preço' da austeridade. PS vence mas não convence


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Autárquicas: PSD paga o 'preço' da austeridade. PS vence mas não convence

O PSD foi punido nas autárquicas com um dos piores resultados de sempre. O PS venceu mas também perdeu alguns municípios importantes como Évora, Beja e Loures para os comunistas ou ainda o feudo de Braga e a Guarda para o centro-direita.

Pedro Passos Coelho promete não mudar de rumo: “Quero reiterar, como presidente do PSD e como primeiro-ministro me continuarei a bater pelo caminho que temos vindo a percorrer, que é um caminho indispensável à recuperação da crise económica, recuperação da confiança e do crescimento para Portugal”. “Sabemos evidentemente que há sempre um preço a pagar pela forma como estamos na política. O facto de esta campanha ter mostrado que as candidaturas que suportávamos não cediam ao populismo e, antes pelo contrário, se mantinham com os pés bem assentes na terra acaba sempre por trazer consequências eleitorais, não tenho dúvida”, afirmou na sede nacional dos sociais-democratas.

O PSD perdeu, entre outros, o Porto, Gaia, Sintra e foi humilhado em Lisboa (22,37% e menos de metade dos votos do que em 2009), onde o socialista António Costa conseguiu o melhor resultado de sempre de um partido na capital, 50,91%.

Na Invicta, um independente chega pela primeira vez à liderança da autarquia: Rui Moreira (39,25%) vexou Luís Filipe Menezes (21,06%), o ex-autarca de Gaia acabou em terceiro, atrás do PS (22,68%).

O Partido Socialista obtém, apesar de tudo, o melhor resultado de sempre nas autárquicas e reconquista a presidência da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, o que já não acontecia desde 2001.

O CDS sai reforçado das autárquicas passando a liderar cinco câmaras contra apenas uma há quatro anos e ainda pode orgulhar-se do apoio dado a Moreira no Porto.

O PCP recupera grandes municípios enquanto o Bloco de Esquerda praticamente desaparece do mapa autárquico perdendo Salvaterra de Magos e não conseguindo eleger vereadores nem em Lisboa, nem no Porto.

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