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Alemanha sofre subida do desemprego em setembro

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Alemanha sofre subida do desemprego em setembro

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O número de desempregados na Alemanha sofreu um surpreendente aumento em setembro, com a falta de trabalho a afetar no último mês 6,9 por cento da população.

É um aumento de 0,1 por cento face a agosto e revelado por um ajuste sazonal da taxa, que ainda assim se mantém próxima dos mínimos registados desde a reunificação das duas Alemanhas há pouco mais de duas décadas. O Gabinete Federal de Emprego alemão explica a ligeira subida com a mudança de estratégias laborais da integração de desempregados em trabalhos de curta duração para uma aposta na formação com vista a empregos de longa duração. Mas há quem defenda que este aumento de desempregados na Alemanha esteja também relacionado com a entrada no país de mais imigrantes.

“Não desistimos da luta contra o desemprego. Isso, aliás, seria um erro. Percebemos que o número de pessoas sem trabalho vai flutuando e também que que, no ultimo ano, a concorrência aumentou no mercado de trabalho. Só de outros países comunitários, temos mais 270 mil imigrantes que entraram no mercado de trabalho alemão”, sublinha Henrich Alt, do Gabinete Federal de Emprego alemão.

De acordo com o Eurostat, entretanto, a taxa de desempregados na União Europeia estabilizou em agosto nos 10,9 por cento e nos 12 por cento na Zona Euro.

Portugal teve menos dois mil desempregados em agosto, face a julho, com a taxa a recuar ligeiramente para os 16,5 cinco por cento: a quinta mais alta da União Europeia. Espanha, por seu lado, continuava em agosto a ter a segunda taxa mais alta entre os “28”, com 26,2 por cento por cento.

Com a Áustria a assumir-se como o Estado Membro que em agosto tinha a taxa mais baixa de desempregados entre os “28” (4,9 por cento), a Grécia mantinha-se, por fim, com o recorde negativo da União Europeia: 27,9 por cento dos gregos estava sem trabalho em agosto.