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Impasse no orçamento congela EUA e afeta consumo

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Impasse no orçamento congela EUA e afeta consumo

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O impasse na discussão do orçamento dos Estados Unidos da América (EUA) está a levantar muita incerteza junto dos investidores, nacionais e internacionais, mas, ainda assim, a Bolsa de Nova Iorque não pareceu afetada quando abriu esta terça-feira as transações.

O sistema de saúde “Obamacare” aprovado em 2010 e que o presidente norte-americano espera aplicar este ano nos EUA é uma das exigências da maioria republicana no Congresso para aprovar o novo orçamento dos Estados Unidos. A necessidade de aumentar os limites de crédito do Governo é outra das propostas dos Democratas que não convence os Republicanos na Câmara dos Representantes. E este impasse na ratificação do novo orçamento dos Estados Unidos está dar mais cabelos brancos a Barack Obama.

A primeira consequência da falta de acordo foi a suspensão de alguns serviços públicos considerados não essenciais ao país. O chamado “lay off”, suspensão do trabalho e do respetivo vencimento, caiu sobre 800 mil funcionários públicos e se esta suspensão durar até 4 semanas poderá ter um custo aproximado de 40,6 mil milhões de euros e provocar uma derrapagem no crescimento do PIB de cerca de 0,8 por cento.

Para o analista Patrick Armstrong, pior que o impasse, será o arrastar da incerteza. “O impacto não deve ser grande. O que vai provocar, sim, é incerteza. E quanto mais se arrastar, pior será porque vai influenciar a confiança dos investidores e o desemprego vai subir porque os funcionários públicos são suspensos e deixam de contar como empregados. Isso vai lançar ainda mais dúvidas sobre a crise orçamental em curso. Por isso, quanto mais se arrastar, pior”, defende Patrick Armstrong.

Com o país num impasse, Nova Iorque acordou com aparente normalidade. Mas a paralisação dos serviços não essenciais do Governo deverá, contudo, afetar o setor industrial. Nomeadamente o das energias e o do aço.

A agricultura também deverá sofrer fortes impactos e por arrasto o consumo, com os norte-americanos a ter de viver na incerteza de um acordo que permita a Obama ter dinheiro para concretizar o desejado sistema de saúde e relançar os Estados Unidos na normalidade.