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Estados Unidos: Teto salarial ameaça nova "bola de neve" mundial

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Estados Unidos: Teto salarial ameaça nova "bola de neve" mundial

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O impasse na aprovação do orçamento dos Estados Unidos para 2014 congelou o país por dentro. Mas, no que toca ao exterior, o problema maior ainda está por rebentar: as negociações para aumento do teto da dívida externa dos Estados Unidos – atualmente nos 16,7 biliões de dólares e que está cada vez mais próximo de ser atingido.

Se esse acordo não for aprovado até 17 de outubro, pode estar em risco o pagamento aos credores internacionais. Entre eles o Brasil, que é o atual terceiro maior credor individual dos Estados Unidos. O maior país de língua oficial portuguesa tem cerca de 70 por cento das reservas internacionais investidas em títulos de tesouro norte-americano. O maior credor internacional dos Estados Unidos, contudo, é a China, que em setembro, inclusive, reforçou o investimento de quase um bilião de euros registado em julho passado.

O que vai acontecer para lá de 17 de outubro é, para já, uma incerteza e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra-se muito preocupada. “A incerteza política que perdura sobre o orçamento e sobre o teto da dívida americana, não ajudam. O congelamento do governo já é mau, mas falhar o aumento do teto de dívida será muito pior e pode prejudicar de forma muito séria não só a economia dos Estados Unidos como a de todo o mundo”, afirmou esta quinta-feira, em Washington, Christine Lagarde.

O que está em causa para os Estados Unidos – e para o resto do Mundo – é a falência económica norte-americana no final deste mês. Se republicanos e democratas não assinarem o acordo que permite elevar o teto da dívida, o país ficará refém do défice entre receita e despesa, obrigando Obama a ter de cortar até 20 por cento, segundo alguns analistas, para fazer respeitar os pagamentos aos credores. Esse corte irá ter naturais repercussões no investimento e, por conseguinte, na economia global, podendo até dar de novo, à imagem do crash de 2008, real significado à expressão “bola de neve económica.”