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Itália critica política migratória e fronteiriça da UE após naufrágio de Lampedusa

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Itália critica política migratória e fronteiriça da UE após naufrágio de Lampedusa

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O ministro do Interior italiano pede uma maior implicação da União Europeia no controlo de fronteiras e no acolhimento de imigrantes clandestinos. Depois de ter visitado a ilha de Lampedusa, Angelino Alfano, fez esta manhã o ponto da situação do naufrágio de ontem, frente aos deputados, no parlamento, em Roma.

“Um estado não existe quando não protege as suas fronteiras. A Europe deve decidir se quer ser ou não ser, se quer proteger as suas fronteiras e os seus cidadãos, mas também se quer proteger da morte aqueles que atravessam as fronteiras sem proteção, transportados por traficantes sem qualquer segurança”, afirmou Alfano.

O ministro, que rejeita modificar a atual legislação nacional vista como bastante restritiva em matéria de imigração, pede a Bruxelas que reveja o regulamento de Dublin que atribui a cada estado membro a responsabilidade de acolher os imigrantes clandestinos.

O ministro deverá evocar o tema durante o conselho europeu de ministros do Interior e da Justiça, no Luxemburgo, no início da próxima semana.

Alfano rejeita, no entanto, rever a atual legislação que considera como crime qualquer assistência a imigrantes clandestinos, mesmo em situação de perigo, o que poderia explicar a razão pela qual três navios pesqueiros na zona não teriam prestado auxílio imediato aos centenas de náufragos.