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Parlamento Europeu propõe a Kiev amnistia para Timoshenko

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Parlamento Europeu propõe a Kiev amnistia para Timoshenko

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A opositora política ucraniana e ex-primeira-ministra, Iulia Timoshenko, poderá ser amnistiada.

Dois emissários do Parlamento Europeu, Pat Cox e Aleksandr Kwasniewski, apresentaram a proposta ao presidente ucraniano. A amnistia de Timoshenko poderá permitir-lhe deixar o país para ser tratada na Alemanha.

O advogado de defesa, Sarhiy Vlasenko, diz que Iulia Timoshenko insiste na completa reabilitação política e jurídica, mas reconhece que a resolução do seu caso está no topo dos critérios da União Europeia para assinar o acordo de associação e está disposta a assumir o compromisso, ou seja, procurar tratamento fora do país, de acordo com os termos do perdão”.

Mas para os membros do Partido das Regiões, no poder, a questão não é assim tão fácil de resolver. Um deputado lembra que a ex-primeira-ministra tem outros processos em curso nos tribunais.

“Seria uma decisão complicada para o presidente Viktor Yanukovich conceder o perdão à senhora Timoshenko. Dizem que pode ser amnistiada no caso do gás, mas ela é arguída em outros processos abertos há um ou dois anos (abuso de poder, fraude fiscal e mesmo de cumplicidade de assassinato). Por isso é complicado deixá-la sair do país”.

Timoshenko foi condenada em 2011 a sete anos de prisão, por causa de um contrato sobre o gás assinado com a Rússia e considerado pelo novo poder prejudicial para o país.

Bruxelas estabeleceu como condição “sine qua non” para a assinatura do acordo de associação com a Ucrânia a libertação da opositora de Yanukovich.

A assinatura do acordo, considerado como o primeiro passo no caminho da Ucrânia para a União Europeia,está prevista para o mês de Novembro.