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Duas centenas de imigrantes clandestinos permanecem desaparecidos após naufrágio em Lampedusa

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Duas centenas de imigrantes clandestinos permanecem desaparecidos após naufrágio em Lampedusa

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As autoridades italianas resgataram mais 32 corpos ao largo da ilha de Lampedusa, num momento em que o saldo de vítimas do naufrágio de quinta-feira ascende a 143 mortos.

Cerca de duas centenas de imigrantes clandestinos permanecem ainda desaparecidos, provavelmente dentro do porão do barco que se encontra a 40 metros de profundidade.

As operações de resgate dos corpos foram retomadas esta manhã pela polícia marítima e pelos bombeiros italianos.

O responsável da operação, Mauro Casinghini, afirma: “não penso que tenhamos grandes problemas para recuperar os cadáveres. Os corpos estão aprisionados dentro da embarcação e provavelmente vamos conseguir recuperar todos os cadáveres durante as próximas horas”.

Para um residente local, “este não é apenas um problema de Lampedusa, é um problema global, provocado pelas guerras, pela fome, pela opressão que levam estas pessoas a procurar refúgio fora do seu país”.

Roma concedeu ontem a nacionalidade italiana às vítimas do naufrágio que vão ser enterradas na Sicília, enquanto os 155 sobreviventes, segundo a atual lei, se arriscam a ser condenados a uma multa de 5 mil euros e à expulsão do país.

No entanto, o presidente da câmara de Roma garantiu que vai dar alojamento aos sobreviventes, enquanto a ministra da integração italiana defendeu hoje, uma lei menos punitiva, anunciando o aumento da capacidade dos centros de acolhimento de 8 mil para 24 mil camas.

A tragédia de Lampedusa deverá estar em cima da mesa das discussões dos ministros da Justiça e do Interior da UE, esta segunda e terça-feira, no Luxemburgo. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, deverá deslocar-se à ilha italiana na quarta-feira, depois de Roma ter criticado a falta de coordenação dos 28 em matéria de controlos fronteiriços e lei de asilo.