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Egito "celebra" general Al-Sissi por entre protestos islamitas

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Egito "celebra" general Al-Sissi por entre protestos islamitas

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O novo governo egípcio celebra, este domingo, uma vitória militar, por entre os protestos de milhares de apoiantes do presidente deposto Mohamed Morsi.

Um clima de alta tensão entre os dois campos que provocou vários confrontos esporádicos no sul do Cairo, com a polícia a dispersar os manifestantes com gás lacrimogéneo e balas de borracha.

Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas, durante enfrentamentos entre grupos rivais, na capital e no centro do país, segundo o ministro da Saúde egípcio.

Na capital, os islamitas exigem a demissão do atual executivo dominado pelos militares, depois da morte e detenção de mais de dois mil militantes da Irmandade Muçulmana, nos últimos meses.

Os manifestantes desfilaram com a mão erguida a formar o número quatro (Rabaa em árabe), para evocar a praça Rabaa al-Adaweya, no Cairo, onde a polícia dispersou à força milhares de islamitas que ocupavam a praça há vários meses.

Centenas de polícias e militares impedem, desde esta manhã, os protestos dos partidários de Morsi, à luz do estado de emergência, reinstaurado em Agosto.

Ao mesmo tempo, o exército promove uma concentração, na praça Tahrir, oficialmente, para celebrar a vitória dos militares na guerra israelo-árabe de 1973.

Uma celebração dominada pela imagem do general Abdel Fattah al-Sissi, o atual vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa, celebrado como o novo homem forte do país, após o derrube de Mohamed Morsi.