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Egito celebra "vitória militar" com repressão violenta de protestos islamitas

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Egito celebra "vitória militar" com repressão violenta de protestos islamitas

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O Egito volta a ser palco do braço de ferro entre o exército e os movimentos islamitas, durante as comemorações do aniversário da guerra israelo-árabe de 1973.

Mais de 50 mortos e centenas de feridos é o balanço ainda provisório dos confrontos depois da polícia e dos militares terem voltado a carregar sobre as manifestações dos partidários do presidente deposto, Mohamed Morsi.

Os incidentes mais violentos registaram-se no Cairo, onde as autoridades dispersaram as marchas islamitas, à luz do estado de emergência reinstaurado em Agosto.

Na base dos protestos, a perseguição do novo governo, dominado pelos militares, à Irmandade Muçulmana, depois do movimento ter sido proibido e mais de dois mil dos seus militantes mortos ou detidos, nos últimos meses.

Única manifestação autorizada, na capital, a de milhares de apoiantes do exército, na praça Tahrir, para comemorar o quadragésimo aniversário da, oficialmente, “vitória” dos militares egípcios na guerra do Yom Kipur em 1973.

Uma celebração dominada pela imagem do atual vice-primeiro-ministro, o general Abdel Fattah al-Sissi, o novo homem forte do país, após o derrube de Mohamed Morsi.