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Irlandeses decidem manter o senado

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Irlandeses decidem manter o senado

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Os irlandeses decidiram manter o senado, rejeitando, em referendo, a proposta do governo que visava acabar com a câmara alta do parlamento.

Foi uma vitória à tangente. À pergunta: quer extinguir o senado? 51,7% dos eleitores respondeu “não”.

O chefe do governo, Enda Kenny, reconhece a derrota, mas promete prosseguir com as reformas:

“Às vezes, em política, levamos uns estalos, nas eleições. Eu aceito o veredito do povo. Mas também digo, com humildade e aceitando o veredito, que há virtude em ser capaz de estar perante o povo a dizer daqui a quatro anos vou perguntar-vos isto”.

Kenny está vencido, mas não convencido. Os opositores à extinção do senado, como o partido Fianna Fail congratulam-se com o resultado:

“Penso que é um dia muito saudável para a democracia na Irlanda. Acho que a campanha do “sim” exagerou. Mas a campanha do Fianna Fail/Sinn Fein conseguiu provar que não havia substância. Ao mesmo tempo penso que o que o povo nos está a dizer claramente é que quer uma reforma fundamental na forma com a Irlanda está a ser governada”, afirma Michéal Martin, do Fianna Fail.

A extinção do senado fazia parte do programa de reforma dos conservadores no governo. O primeiro-ministro argumenta que a câmara alta é muito elitista, não tem utilidade e gasta muito dinheiro ao Estado.

O resultado da consulta foi uma surpresa. As sondagens previam que a reforma fosse aprovada A taxa de participação não chegou aos 40%.