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Ministra italiana considera "absurdo" tratar sobreviventes de Lampedusa como criminosos

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Ministra italiana considera "absurdo" tratar sobreviventes de Lampedusa como criminosos

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As autoridades italianas resgataram, desde esta manhã, mais 70 corpos de imigrantes do naufrágio de quinta-feira ao largo da ilha de Lampedusa, elevando para 181 o número de vítimas mortais do acidente.

As operações de resgate dos cadáveres, retomadas esta manhã prosseguem a 40 metros de profundidade, ao largo da ilha, quando mais de uma centena de pessoas permanecem desaparecidas.

De visita a Lampedusa, a ministra da Integração italiana considerou absurdas as acusações contra os 155 sobreviventes de crime de imigração ilegal, defendendo uma reforma da contestada lei, assim como o aumento da capacidade de acolhimento de refugiados.

“Nós não podemos lidar sozinhos com esta tragédia, mas em conjunto com a Europa devemos dar respostas às pessoas que fogem, que necessitam de proteção e que afluem até aqui em busca de ajuda”, afirmou a ministra Cecile Kyenge, de origem congolesa.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, deverá viajar à ilha na quarta-feira, depois dos ministros da justiça e interior da UE se reunirem a partir de amanhã, no Luxemburgo, para discutir uma revisão da política migratória e de asilo.

O governo italiano tinha ontem concedido a nacionalidade, a título póstumo, às vítimas mortais do naufrágio, ao mesmo tempo que a justiça ameaçava condenar os sobreviventes a uma multa de 5 mil euros e à expulsão do país, por crime de imigração ilegal.