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Líbia exige explicações dos EUA por "rapto" de líder da Al-Qaida

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Líbia exige explicações dos EUA por "rapto" de líder da Al-Qaida

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O governo líbio pede explicações aos Estados Unidos pelo que classifica de “rapto de um cidadão” num raide não autorizado ao seu território que culminou com a captura de um alegado membro da Al-Qaida.

Tripoli não foi informada por Washington da operação das forças especiais norte-americanas, este sábado, que levou à captura do líbio Abu Anas al-Libi, procurado há 15 anos pelos Estados Unidos por envolvimento nos atentados contra as embaixadas norte-americana no Quénia e na Tanzânia, em 1998.

Um irmão de Abu Anas considera que se tratou de “um ato de pirataria perpetrado por uma força estrangeira” e que Washington devia ter “submetido o processo ao governo” de Tripoli para que o seu irmão fosse julgado na Líbia, “como é normal”.

Na madrugada de sábado, os ‘navy SEALS’ lançaram dois raides: Na Líbia, conseguiram capturar um dos homens mais procurados pelo FBI, que tinha a cabeça a prémio por 5 milhões de dólares. Na Somália, tentaram apanhar um chefe das milícias Al-Shabab, mas a forte resistência dos radicais islâmicos impediu o sucesso da operação.

De visita à Indonésia, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry afirmou que os líderes da Al-Qaida e de outras organizações terroristas “podem fugir, mas não conseguem esconder-se” e que os Estados Unidos não vão parar com os esforços para que os terroristas respondam perante a justiça.