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O "cartão vermelho" dos sindicatos ao campeonato do mundo de futebol no Qatar

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O "cartão vermelho" dos sindicatos ao campeonato do mundo de futebol no Qatar

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Um protesto em forma de jogo de futebol contra o trabalho escravo no Qatar. Dezenas de militantes sindicais mostraram hoje, em Bruxelas, um “cartão vermelho” ao próximo campeonato do mundo de futebol, em 2022. Os sindicatos exigem à FIFA que cancele a escolha do Qatar e que submeta as candidaturas internacionais a um novo voto.

“Um trabalhador morre em cada dia e nós estamos aqui para pedir aos governos para que ajam. Os direitos e as vidas dos trabalhadores têm que ser mais importantes do que o dinheiro que o Qatar está a investir no vosso país”, afirma Sharan Burrow, secretária geral da Confederação Internacional de Sindicatos (ITUC).

O protesto, convocado pela ITUC, ocorre depois da organização ter exigido à FIFA que faça pressão sobre o Qatar para alterar a atual lei laboral. Uma exigência apoiada pelo presidente da liga de futebol belga, François De Keersmaecker:

“A federação de futebol belga apoia este apelo dos sindicatos. Os trabalhadores do Qatar devem trabalhar nas melhores condições possíveis”.

A FIFA garantiu que vai evocar o tema, nas próximas semanas, com os responsáveis da organização do campeonato do mundo de futebol.

Segundo os sindicatos se nada for feito, cerca de 4 mil trabalhadores poderão falecer até à inaguração do campeonato, face a horários de 15 horas diárias, 6 dias por semana, sob temperaturas de 50 graus centígrados e em troca de um salário de apenas 8 dólares por dia.

A página oficial do protesto