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Tragédia de Lampedusa evidencia falta de política migratória da UE

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Tragédia de Lampedusa evidencia falta de política migratória da UE

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A Comissão Europeia admite que política migratória e de asilo precisa de ser revista.

Confrontado com a recente tragédia em Lampedusa, Michele Cercone, porta-voz da responsável pelos Assuntos Internos, disse à euronews que “no médio e longo prazo devem ser aperfeiçoados o diálogo e a cooperação entre os países de origem e de trânsito dos migrantes e requerentes de asilo”.

“Isso permitirá lutar mais eficazmente contra as redes de traficantes que estão por detrás destas tragédias. Devemos lembrar que por detrás das vítimas estão criminosos que exploram o desespero das pessoas”, acrescentou.

Mas para a Amnistia Internacional, a União Europeia está a atirar as culpas para o lado, em vez de asumir a responsabilidade de mudar de rumo.

O diretor da delegação em Bruxelas, Nicolas J. Beger, afirma que “o problema é que as condições terríveis de guerra e de conflito acabam sempre por levar as pessoas a fugirem. Quanto mais a UE se focar em manter as pessoas fora das suas fronteiras, mais vai contribuir para que elas escolham formas de entrar que são perigosas e que colocam a sua vida em risco”.

A embarcação de pesca que naufragou na quinta-feira, quando tentava chegar à ilha italiana, transportava mais de 500 pessoas oriundas da Somália e da Eritreia. Apenas cerca de centena e meia foram resgatadas com vida.