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Autobiografia de Malala Yousafzai hoje nas bancas

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Autobiografia de Malala Yousafzai hoje nas bancas

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O combate da jovem paquistanesa Malala Yousafzai pela educação das mulheres e a forma milagrosa como escapou do ataque talibã que a deixou às portas da morte são descritos numa autobiografia publicada esta terça-feira.

O livro é escrito em colaboração com a jornalista britânica Christina Lamb.

Numa livraria de Islamabad, uma cliente frisa que Malala “tornou-se numa porta-voz pela educação das mulheres em todo o mundo”.

Outro cliente acrescenta que “uma grande parte da sociedade [paquistanesa] considera Malala como um símbolo da resistência contra os militantes [talibãs]”.

Nas páginas da autobiografia, a jovem estudante de 16 anos conta o horror que viveu quando dois homens armados subiram a bordo do autocarro escolar onde viajava, a 9 de outubro de 2012, e lhe dispararam na cabeça.

Malala é considerada uma das favoritas para o prémio Nobel da Paz deste ano.

Na sede das Nações Unidas, em Julho, a jovem ativista afirmava que “uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. A educação é a única solução. A educação, em primeiro lugar”.

Malala, que vive atualmente em Birmingham, no centro de Inglaterra, onde recebeu tratamento, conta também no livro as saudades que sente do Paquistão e as dificuldades para se adaptar ao modo de vida britânico.