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Itália tenta modificar lei de asilo face aos 360 mortos de Lampedusa

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Itália tenta modificar lei de asilo face aos 360 mortos de Lampedusa

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As autoridades italianas prosseguem a macabra contagem dos cadáveres do naufrágio de quinta-feira, ao largo da ilha de Lampedusa, num momento em que o balanço de vítimas ascende a 231 mortos.

As equipas de resgate, que retiraram da embarcação mais de uma centena de corpos nos últimos dois dias afirmam que o número de desaparecidos poderia superar os 130, a maioria ainda dentro dos porões do navio, a 50 metros de profundidade.

A maioria das vítimas era originária da Eritreia e da Somália, os 155 sobreviventes, instalados no centro de refugiados da ilha, continuam a ser passíveis de multas e da expulsão do país, à luz da legislação italiana.

“Eu cheguei a esta ilha pouco antes deste barco naufragar, conheço bem a situação e por isso queria avisar as pessoas que estão na Líbia para que não repitam o mesmo, é melhor tentar outra forma, escolher outra opção”, afirma um imigrante clandestino.

O partido Democrático apresenta esta terça-feira uma proposta para rever a atual e contestada lei sobre a imigração, de forma a garantir o asilo político para todos os imigrantes perseguidos no seu país.

Uma forma de contornar a atual legislação, que considera a imigração clandestina como um delito, assim como qualquer tentativa para auxiliar os refugiados, mesmo em situações de perigo, como na quinta-feira passada.