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Obama admite negociar com os republicanos mas depois dos serviços públicos reabrirem

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Obama admite negociar com os republicanos mas depois dos serviços públicos reabrirem

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Sete dias depois do encerramento dos serviços públicos não-essenciais e a 10 dos Estados Unidos entrarem em incumprimento, surgiram alguns sinais de uma solução para o impasse nos Estados Unidos.

Pela primeira vez, Barack Obama mostrou-se disponível para aceitar um aumento de curto prazo do teto de endividamento, desde que os serviços públicos voltem a funcionar. O presidente desafiou os republicanos a deixarem uma proposta de orçamento ir a votação porque está convencido “que há votos suficientes” na Câmara dos Representantes para acabar com a paralisação parcial do Estado que deixou perto de 1.000.000 de funcionários sem salário.

Assim que for aprovado um orçamento – que acabe com a paralisação – e o aumento do teto da dívida, Obama diz estar “pronto a negociar com os republicanos uma série de temas”, incluindo a reforma do sistema de saúde, o chamado ‘Obamacare’, que a ala conservadora do Partido Republicano, o Tea Party, considera ser de um “socialismo inaceitável”.

Alterações à reforma da saúde têm sido avançadas pelos republicanos como moeda de troca para a aprovação de um orçamento e do alargamento do teto da dívida, uma estratégia que pode vir a funcionar mas considerada “perigosa” para alguns analistas, pois deixa o presidente “refém” das exigências dos republicanos.

Ao ritmo de cerca de 300 milhões de dólares por dia, a primeira semana de paralisação dos serviços públicos custou 1500 milhões de dólares e, a cada dia que passa, os mercados ficam mais nervosos com a possibilidade dos Estados Unidos começarem a falhar com os seus pagamentos.