Última hora

Última hora

Conferência humanitária sobre a Síria votada em resolução no PE

Em leitura:

Conferência humanitária sobre a Síria votada em resolução no PE

Tamanho do texto Aa Aa

O Parlamento Europeu discutiu, esta quarta-feira, a política comunitária de acolhimento de migrantes e refugiados, agora reavivada com o naufrágio de mais um barco na ilha de Lampedusa.

Na sessão plenária, na cidade francesa de Estrasburgo, foi invocada a situação dramática da população síria com quase três milhões de pessoas a deixarem aquele país em guerra civil.

O presidente do Parlamento Europeu insistiu que alguns países do sul da Europa, porta de entrada de migrantes vindos de África e do Médio Oriente, não devem ser deixados sozinhos.

Martin Schulz defendeu uma partilha de encargos: “Os países que têm mais possibilidades de acolher estas pessoas, que têm dinheiro suficiente para apoiar as autoridades locais – normalmente responsáveis ​​pelo acompanhamento de refugiados – devem mostrar-se mais disponíveis”.

O eurodeputado Louis Michel, que já foi comissário para a ajuda humanitária, recorda que foi criada legislação europeia, em 2001.

Trata-se da Diretiva de Proteção Temperária, que permite agilizar vistos de residência e serviços de apoio em casos de maior fluxo de refugiados, como é o da Síria.

“Os Estados-membros têm à disposição uma diretiva europeia nesta matéria e podem ativá-la. Custa-me imaginar que um Estado-membro prefira expulsar as pessoas em vez de aplicar o princípio da proteção temporária. Parece-me algo inimaginável. Sublinho que existem ferramentas disponíveis e que devemos usar todos esses meios”, disse Louis Michel.

Os eurodeputados votaram uma resolução que apela à convocação pela União Europeia de uma conferência humanitária sobre os refugiados da Síria, de forma a ajudar os países da região a terem melhores condições de acolhimento.