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Hungria obriga Sem Abrigo a recolher a centros perigosos

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Hungria obriga Sem Abrigo a recolher a centros perigosos

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O Inverno vai ser mais rude do que é costume para os Sem Abrigo da Hungria. Há alguns dias que as câmaras perseguem os pobres da rua, principalmente nas zonas urbanas. Mas eles recusam-se deixar os cantos em que se sentem seguros, apesar de incorrerem em multas ou penas de prisão, porque os lares e centros de acolhimento são locais perigosos, onde são violentados e roubados.

A lei foi uma iniciativa do governo do conservador Viktor Orban, aprovada no dia 30 de setembro e teve como condição prévia uma mudança da Constituição em março. O argumento do governo, apresentado por Karoly Kontrat, foi o seguinte:

“Temos 700 abrigos em Budapeste, gostávamos de dar um teto a todos os que precisam. O governo socialista precedente deixou centenas de Sem Abrigo morrerem na neve; no ano passado, morreu apenas uma pessoa, o que, como é lógico, já foi mais do que devia”.

A euronews foi ao encontro de pessoas como Arpad Kardos, que desconhece a nova lei. Como muitos outros, vai continuar a viver na rua, tal como nos últimos 20 anos:

“Nos abrigos é uma confusão, incrível. não se deve ir para os abrigos pois há lá gente que nos bate, ameaça, rouba, etc.”.

A Hungria tem entre 30 mil e 50 mil pessoas que vivem na rua; só em Budapeste são quatro mil, numa população de quatro milhões. O governo do Fidesz promete fundos para construir mais abrigos, mas as associações denunciam a péssima manutenção destes centros. A lei não vai resolver o problema.

Rita Bence. TASZ, Associação para os Direitos Humanos:

“Os Direitos Humanos têm de ser respeitados e, com esta lei, o governo apenas esconde o problema, esconde os Sem Abrigo dos olhos da população em geral. O problema vai agravar-se e ser mais dfícil de resolver.”

Andrea Hajagos, euronews:

“Alguns especialistas concordam que a lei não soluciona o problema. Mas para o resolver não se vislumbra nenhum acordo”.