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Visita de Barroso e Letta a Lampedusa sob forte emoção e protestos

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Visita de Barroso e Letta a Lampedusa sob forte emoção e protestos

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À chegada à ilha italiana de Lampedusa, esta quarta-feira, o presidente da Comissão Europeia e o primeiro-ministro italiano foram recebidos por alguns habitantes que gritavam “vergonha” e “assassinos”.

Um protesto pela falta de políticas e meios que travem tragédias como o afundamento de um barco, na semana passada, com mais de 500 refugiados a bordo, dos quais apenas cerca de centena e meia se salvaram.

Emocionado, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que “aquela imagem de centenas de caixões nunca mais vai sair da minha memória. Caixões de bebés, caixões com uma mãe e o seu bebé que tinha acabado de nascer”.

O primeiro-ministro de Itália anunciou que haverá uma “discussão urgente” na próxima cimeira de líderes da União Europeia (UE), a 24 e 25 de outubro.

Enrico Letta sublinhou que “esta é uma tragédia europeia. A Itália fará tudo o que está a seu alcance, mas sendo uma tragédia europeia, a UE tem de a assumir como tal.”

O presidente Barroso anunciou um fundo de 30 milhões de euros para ajudar as autoridades locais.

O centro de acolhimento de migrantes de Lampedusa tem capacidade para 250 pessoas, mas alberga quase mil.

Muitos requerentes de asilo acabam por viver na rua, incluindo menores, grávidas e doentes.

A ilha fica a cerca de 100 km do continente africano.