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Azerbaijão: OSCE diz que presidenciais ficaram marcadas por "falhas graves"

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Azerbaijão: OSCE diz que presidenciais ficaram marcadas por "falhas graves"

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A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa acredita que as eleições presidenciais no Azerbaijão, que deram quase 85 por cento dos votos a Ilham Aliev, ficaram marcadas por “falhas graves”.

Durante a conferência de imprensa da OSCE, em Bacu, um jornalista pró-Aliev insurgiu-se contra as palavras da organização e teve de ser retirado da sala.

“Os nossos observadores receberam denúncias de intimidações, testemunharam ataques físicos a jornalistas, antes do dia do escrutínio. Encontrámos falhas graves,” garantiu a diretora da missão da OSCE, Tana de Zulueta.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa evidenciou, ainda, a desigualdade de condições entre candidatos que marcou a campanha, afirmando que as eleições foram prejudicadas por “restrições à liberdade de expressão e de reunião”.

O líder da oposição, Jamil Hasanly, que obteve 5 por cento dos votos, denunciou várias “irregularidades e fraudes”, numa eleição que diz ter tido um “resultado anunciado”. Hasanly disse, ainda, que o escrutínio não foi “nem livre, nem justo”.

Ilham Aliev, de 51 anos, garantiu, na quarta-feira, um terceiro mandato enquanto presidente do Azerbaijão.