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Regiões em risco de perderem fundos europeus

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Regiões em risco de perderem fundos europeus

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Os eurodeputados e os 28 governos da União Europeia estão a negociar novas regras para a atribuição de fundos comunitários.

Mas o Comité das Regiões está contra a ideia de cortar verbas aos países que não cumpram as metas do défice. Ameaçam mesmo abrir um processo no Tribunal Europeu de Justiça.

O presidente do Comité das Regiões, Ramón Luis Valcárcel Siso, explica que “alguns Estados-membros baseiam a estratégia de crescimento nos fundos estruturais, que contribuem com 60% da verba para os projetos. Sem esses fundos, ficam sem uma grande fatia do dinheiro para investir e é por isso que temos de alcançar rapidamente um acordo”.

Entre 2014 e 2020 serão distribuídos 325 mil milhões, e os mais beneficiados são Polónia, Itália, Espanha e Roménia.

Portugal fica em sétimo lugar, com quase 20 mil milhões de euros.

Além de construir infra-estruturas, os fundos de coesão devem ajudar a dinamizar o emprego.

Milan Ftáčnik, autarca de Bratislava (capital da Eslováquia), refere que “no caso do meu país, e em especial da minha cidade, verá que os projetos a financiar destinam-se a impulsionar a competitividade, sobretudo na área da inovação e da investigação. Temos excelentes instituições, são das melhores do mundo, mas sem a ajuda dos fundos europeus ficariam muito limitadas”.

Os fundos para as regiões são uma das principais parcelas do orçamento comunitário para os próximos sete anos, que deverá ser votado no parlamento europeu no final de outubro.