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Grandes empresas energéticas ameaçam com risco de apagões

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Grandes empresas energéticas ameaçam com risco de apagões

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Dez das maiores empresas europeias do setor energético, representando metade do mercado, reuniram-se em Bruxelas para exigir uma reforma comunitária que combata os crescentes preços e evite quebras no fornecimento.

O executivo do Grupo Cez, Daniel Benes, diz que “a situação é muito urgente e corremos riscos de apagões a partir já deste inverno, por isso é urgente resolver o problema.”

Os empresários querem regulação comum e supervisor único, à semelhança do setor bancário. Criticam a interferência nos preços feita pelos governos dos 28 países.

O representante da GDF Suez, Gérard Mestrallet, afirma que “o problema não se põe tanto ao nível da Comissão Europeia, mas com a balcanização das decisões individuais tomadas pelo pelos Estados- membros.”

As exigências passam por cortes em taxas mas também pelo fim de alguns subsídios, sobretudo dados ao sector da energia renovável, onde se incluem a solar, eólica e biomassa.

O executivo da E.On, Johannes Teyssen, argumenta que “os​ subsídios às energias renováveis estão a atingir um nível totalmente inaceitável. Esse setor da indústria é um dos mais bem sucedidos no mercado e não deve ser tratado como uma criança. Tem de se integrar ao mais alto nível “.

É a este cenário que os executivos reunidos em Bruxelas atribuem o aumento dos preços nos últimos quatro anos. Segundo eles, em 17% para as famílias e em 21% para as empresas.