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O plano de emergência para salvar a Alitalia

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O plano de emergência para salvar a Alitalia

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É de forma indireta, mas o governo italiano socorre a Alitalia, que precisa de 500 milhões de euros para evitar a falência.

O plano de emergência, em debate no Conselho de Administração da companhia aérea, prevê a intervenção da Posta Italiana. O grupo postal vai participar no aumento de capital com 75 milhões de euros. Os atuais acionistas privados terão de meter também a mão ao bolso e o governo estabeleceu com os bancos linhas de crédito de 200 milhões de euros.

O ministro italiano dos Transportes, Maurizio Lupi, diz que estão “satisfeitos com o trabalho realizado. Não só salvamos um ativo estratégico do país, a nossa companhia aérea, mas trabalhamos também para o futuro, com uma nova forte participação dos privados e a escolha estratégica de um parceiro fundamental a Posta Italiana”.

Roma não quer partir em desvantagem nas negociações com a Air France-KLM, que detém 25% da Alitalia desde a privatização em 2008. O governo italiano diz, por isso, não descartar a hipótese de outras parcerias internacionais.

Em resposta ao aumento de capital, a Air France-KLM diz que as condições para participar serão rígidas, tendo em conta as próprias dificuldades financeiras.

De acordo com as informações da agência Reuters, a Alitalia perde em média 700 mil euros por dia. Face à elevada dívida acumulada, o grupo italiano ENI terá mesmo ameaçado pôr fim ao abastecimento de querosene, no domingo, se não houver um plano para assegurar a continuidade da companhia.