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De Velásquez ao pop art

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De Velásquez ao pop art

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Numa altura de aperto financeiro, o Museu do Prado confia em Velázquez para atrair milhares de visitantes. O quadro “As Meninas” é uma das joias do museu de Madrid e inspirou a exposição “Velázquez e a família de Felipe IV”. Ao todo, são 29 obras do artista sevilhano, do seu atelier e de dois dos seguidores.

A exposição concentra-se nos últimos onze anos da carreira do mestre que foi o pintor da corte espanhola… Um dos momentos mais brilhantes do artista e da história do retrato real. Antes de ser o pintor da realeza espanhola, Velásquez esteve em Roma onde realizou uma dezena de retratos da corte papal, que ficaram para a história do género.

O diretor do museu, Miguel Zugaza, explica: “Esta exposição é o atelier de Velásquez, onde vemos toda a série de quadros produzidos nos últimos anos, obras que estavam destinadas, sobretudo, às funções diplomáticas da corte.”

Mais do que um simples retrato real, o quadro As Meninas é um manifesto de autoafirmação e um marco na história do autorretrato. Não espanta pois que os herdeiros de Velásquez, como Martínez del Mazo, nele se tenham inspirado tentando renovar a iconografia real com um toque mais barroco.

A exposição “Velázquez e a família de Felipe IV” decorre até 9 de fevereiro.

Por outro lado, a pop art britânica está em destaque numa exposição da Christie’s em Londres. A mostra conta com nomes sonantes para o grande público como David Hockney e Richard Hamilton.

Inspirada no dadaísmo de Marcel Duchamp, a pop art surgiu na década de 50 em Inglaterra mas celebrizou-se nos anos 60 nos Estados Unidos. O movimento britânico ficou muito à sombra do norte-americano e a exposição quer corrigir esta injustiça. É o que explica o curador Lock Anderson Kresler: “A pop art britânica não foi tão internacionalizada e é por isso que estamos a tentar dar uma voz internacional a artistas como Peter Blake, Gerald Laing e outros que não são tão conhecidos como Derek Boshier ou Peter Phillips. Isto é uma ótima plataforma para internacionalizar esses nomes.”

A exposição está patente até 24 de Novembro na galeria Christie’s Mayfair, em Londres.